Os servidores estaduais da saúde de São Paulo suspenderam ontem a greve da categoria, que durou 29 dias. A decisão foi votada quase por unanimidade em assembléia que começou por volta do meio-dia e reuniu cerca de 500 funcionários.
O secretário da Saúde, José da Silva Guedes, melhorou a proposta oferecida pelo governo, em reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde), às 8h30 de ontem.
A gratificação de R$ 60 será concedida integralmente a partir deste mês. Inicialmente, o valor seria parcelado em duas vezes: R$ 30 a partir de julho e a outra metade em outubro. Os inativos não receberão a nova gratificação.
Apesar do fim da greve, o sindicato continuará negociando com o governo. Segundo Sônia Takeda, presidente do Sindsaúde, serão discutidas reivindicações como extensão da gratificação aos aposentados, a incorporação de todas as gratificações ao salário-base e melhora das condições de trabalho.
Caso as negociações não evoluam, existe a possibilidade de nova greve no segundo semestre. ‘‘Vamos continuar mobilizados’’, afirma Ângelo D’Agostini Júnior, diretor do Sindsaúde. ‘‘Podemos até organizar dias de manifestação em frente da secretaria’’, completa Sônia. Para ela, a greve foi uma vitória. ‘‘No início do movimento, o governo insistiu que não apresentaria proposta alguma e depois acabou negociando’’, ressaltou.

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