Curitiba- Servidores da Polícia Federal (PF) que trabalham em setores administrativos iniciaram ontem greve por tempo indeterminado em quase todo o País. Eles cobram do Ministério da Justiça a reestruturação do Plano Especial de Cargos da PF. No Paraná, os grevistas prometem manter 30% do quadro de funcionários trabalhando, mas serviços como emissão de passaportes devem ser prejudicados.
Segundo a direção-geral do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da PF (Sinpec-PF), até o fim da tarde de ontem, 24 Estados, além do Distrito Federal, haviam aderido à paralisação. Em frente a algumas superintendências regionais e à sede da PF em Brasília, servidores realizaram manifestações.
O Sinpec-PF afirma que a categoria está ''indignada com o descaso do governo'', que ainda não apresentou a proposta de reestruturação do Plano de Cargos, conforme havia prometido no ano passado. Pede também um tratamento igualitário para todos os funcionários da PF. Para o sindicato, o governo tem contemplando a carreira policial com recomposições salariais, mas demora a cumprir o compromisso com os servidores administrativos.
Com a paralisação, devem ser prejudicados seviços como a emissão de passaportes, tramitação de inquéritos e prorrogação de vistos. Em alguns Estados, a adesão ao movimento foi total, segundo o Sinpec-PF. Mas no Paraná, os representantes do sindicato assumiram um compromisso com a superintendência regional para manter 30% dos servidores trabalhando para atender casos emergenciais. Mas, dependendo do andamento das negociações, todo o trabalho pode ser interrompido.

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