Servidores da Justiça fazem paralisação de 24 horas
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - Em apoio à greve geral do funcionalismo público contra o pacote fiscal do Governo do Estado, servidores estaduais do Poder Judiciário fizeram um dia de paralisação ontem nos fóruns e comarcas do interior, em Curitiba e na Região Metropolitana (RMC).
A direção do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus-PR) estimou que cerca de 60% da categoria aderiu à mobilização em todo o Estado. As varas e cartórios estatizados mantiveram atendimento emergencial com 30% do efetivo. As audiências criminais que já estavam agendadas para ontem foram realizadas normalmente. Em Curitiba, os sindicalistas engrossaram o movimento de professores da rede pública, docentes universitários, servidores e funcionários do Detran-PR e também acompanharam a sessão aberta da Assembleia Legislativa.
O coordenador geral do Sindijus-PR, José Roberto Pereira, explicou que a paralisação por 24 horas teve como foco central o repúdio ao pacote fiscal do governo, especialmente ao projeto de lei que previa mudanças na Paranaprevidência. O sindicato promoveria uma assembleia no início da noite de ontem em Curitiba para deliberar sobre eventuais novas paralisações pontuais da categoria.
A despeito das manifestações dos servidores contra o pedido da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) para que o Tribunal de Justiça (TJ-PR) inclua na folha de pagamentos de juízes e desembargadores o retroativo do auxílio moradia, Ferreira descartou uma greve da categoria ou mesmo a votação de um indicativo de greve no momento.
"Tivemos uma reunião com a presidência do TJ na semana passada em que nos foi feita a promessa de que o pedido do auxílio moradia seria indeferido. Nossas pautas no TJ estão sendo encaminhadas. Estamos em estado de greve por conta do pacotaço que o governo deve reenviar à Assembleia Legislativa", afirmou. Para os servidores judiciários, é um contrassenso a concessão do auxílio moradia aos magistrados num momento em que a categoria tem negada a equiparação salarial entre servidores de primeiro e segundo graus.
Em Londrina, boa parte dos servidores estaduais do Fórum Criminal e do novo Fórum Cível usaram roupas pretas para marcar a paralisação de ontem. A pedido da categoria, o Instituto de Hematologia de Londrina (Ihel) disponibilizou uma unidade móvel no Centro Cívico durante todo o dia para coleta de sangue. À tarde, vários servidores se dirigiram à Câmara Municipal, onde se concentraram nas galerias portando faixas para reforçar o protesto durante a realização da sessão ordinária.


