Servidores da Justiça e Saúde param
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terça-feira, 26 de maio de 2015
Rafael Fantin<br>Reportagem local 
Londrina Os servidores da Justiça e da Saúde entraram em greve ontem com paralisações dos serviços públicos em fóruns e hospitais do Estado, o que aumenta a pressão para que o Governo do Estado aceite a reposição salarial de 8,17% para o funcionalismo em vez da proposta de 5%. De acordo com Sindicato dos Servidores da Justiça (Sindijus), pelo menos 56 comarcas paralisaram as atividades na última terça-feira.
O coordenador geral do sindicato, José Roberto Pereira, afirmou que a tendência era de suspensão de atendimento em 50% das 160 comarcas do Estado até o final da tarde de ontem. Apenas 30% dos servidores são mantidos em regime de plantão no judiciário para prestação dos serviços nos casos de urgência. "O intuito não é prejudicar a população, mas pressionar o Tribunal de Justiça (TJ) para negociar as reivindicações que foram protocoladas no início do mês", comentou.
Em Londrina, os servidores ocuparam a rampa na entrada do Fórum e protestaram, principalmente, por causa das condições de trabalho. O diretor executivo do Sindijus, João Ricardo Bento, lembrou que as reivindicações foram reapresentadas neste ano, no entanto, o TJ ainda não se manifestou. "As condições de trabalho são insalubres. Faltam pessoal, estrutura e equipamentos para prestar um serviço com mais qualidade para a população", cobrou.
Bento também comentou sobre o reajuste salarial dos servidores da Justiça, conforme o índice da inflação, já ter sido encaminhado pelo TJ à Assembleia Legislativa. "A reposição é um direito de todos os trabalhadores, mas o objetivo da greve é melhorar as condições de trabalho dos servidores", justificou.
SAÚDE
O SindiSaúde aprovou na semana passada greve por tempo determinado e interrupção parcial de atendimentos nos hospitais ontem e hoje. A diretora do sindicato Elaine Rodella informou que a categoria acompanha a discussão do reajuste salarial, previsto na data-base, e pode estender o período de paralisação em assembleia marcada para a tarde desta sexta-feira, caso o governo não apresente a proposta de reposição de 8,17% em parcela única.
"Houve uma diminuição no ritmo de atendimento em hospitais e unidades de Ponta Grossa, Paranaguá, Curitiba, Campo Largo, Francisco Beltrão e outras cidades no primeiro dia de paralisação, sendo que a adesão deve aumentar no segundo dia", informou. Os hospitais e unidades de saúde mantêm o atendimento normal nos casos de urgência e emergência.


