Curitiba- Os servidores públicos da Justiça do Trabalho de Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio e Irati entraram, ontem, em greve por tempo indeterminado. Curitiba e Maringá devem aderir ao movimento a partir de hoje. A greve já atinge pelo menos outros seis estados. Os funcionários públicos reclamam que não têm reajuste há nove anos e as perdas inflacionárias durante esse período já chegam a 127%. Ao todo, segundo o Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra), o Paraná conta com cerca de 1,3 mil servidores na ativa e 500 aposentados.
De acordo com o coordenador do Sinjutra, Douglas Molina Monteiro, a categoria quer, a princípio, apenas abrir um canal de negociação com o governo federal. ''Ainda não temos um valor de reajuste fechado. Queremos primeiro começar a conversar com o governo'', explicou. Além do reajuste, os servidores pedem redução da jornada de trabalho de oito para seis horas e o aumento da gratificação de produtividade de 12% para 30% em cima do salário-base e a sua incorporação à folha de pagamento.
Durante o período de greve todos os prazos dos processos ficam suspensos. Porém, todo o andamento fica parado, já que os juízes não podem fazer muita coisa sem o trabalho dos servidores. Os cerca de 100 servidores das cinco varas de Londrina foram os primeiros a parar. Depois de Curitiba e Maringá, o sindicato pretende sensibilizar os funcionários das cidades menores. ''Estamos desenvolvendo atividades com os servidores mostrando que a greve é legítima'', afirmou Monteiro.

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