Campinas, SP, 28 (AE) -Funcionários da rede de educação aderiram hoje (28) à greve dos servidores municipais de Campinas
iniciada há duas semanas pelos trabalhadores da saúde. A adesão foi motivada pela decisão da prefeitura de parcelar os salários acima de R$ 800,00, referentes a maio. Na avaliação do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, pelo menos 70% dos três mil servidores da rede de ensino serão afetados pela medida.
De acordo com a prefeitura, apenas três creches foram afetadas pela paralisação, prejudicando cerca de 600 crianças. A rede municipal de ensino tem 199 unidades, entre creches e escolas de ensino fundamental. O Sindicato da categoria reconheceu que a participação dos servidores ficou abaixo do esperado. "Acreditamos que o movimento aumente a partir de segunda-feira", disse o diretor da entidade, Fábio Custódio.
Os servidores do setor de saúde entraram hoje no 16º dia de greve. A paralisação por causa da interrupção do pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade. Os hospitais municipais "Mário Gatti"e "Ouro Verde" estão funcionando com apenas 30% do efetivo. Apenas os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.
A suspensão dos benefícios havia sido adotada por meio de decreto municipal, mas o Sindicato dos trabalhadores reagiu, paralisando as atividades no setor de saúde. O servidores também conseguiram na Justiça liminar que suspendeu a medida e determinou o pagamento. A administração municipal recorreu, mas decidiu depositar hoje, em juízo, os R$ 300 mil referentes aos benefícios que não foram pagos.
Demissões -O prefeito Chico Amaral (PPB) disse hoje que a suspensão dos benefícios e o parcelamento dos salários de maio são medidas necessárias para evitar demissão em massa. "Se os funcionários não entenderem isso teremos de fazer dispensas", afirmou. Amaral já anunciou que pretende demitir a maior parte dos 300 servidores comissionados.
Na semana passada, Amaral havia anunciado a extinção de seis secretarias municipais para reduzir despesas. O objetivo é diminuir em pelo menos 30% a folha de salários, que atualmente chega R$ 28 milhões por mês, para uma receita de R$ 32 milhões. O prefeito também não descarta a redução de jornada. "Isso já foi adotada em outras cidades, como Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo", disse.

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