Servidores cruzam os braços
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terça-feira, 05 de outubro de 2010
Maigue Gueths<Br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores públicos de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, fizeram um dia de paralisação ontem para pressionar a prefeitura do município a negociar a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. A greve atingiu principalmente o setor da educação. Segundo o Sindicato dos Servidores, 80% dos funcionários aderiram ao movimento e cerca de 28 mil alunos de 33 escolas ficaram sem aulas. O movimento reuniu mais de 2 mil pessoas em passeatas até a Secretaria de Educação, a Prefeitura e a Câmara Municipal. Em assembleia, eles votaram pelo indicativo de greve caso não tenham avanços.
De acordo com o presidente do Sindicato, Nelson Castanho, em maio a prefeitura chegou a se reunir com a entidade para discutir as mudanças no PCCV, tendo se comprometido a voltar a negociar em setembro para fazer a revisão do plano, o que não ocorreu. Ele explica que o plano atual não permite ascenção nas carreiras e não prevê progressões independentes das carreiras.
O Sindicato também protesta contra as terceirizações de serviços e setores implantadas pela administração municipal e a contratação de empresa para implantar um sistema de informatização nas escolas, ao preço de R$ 2,8 milhões pelo prazo de um ano. Segundo a entidade, o processo está direcionado para a contratação de um grande grupo privado de educação.
O secretário de Governo de São José dos Pinhais, Miguel Gawloski, rebateu as acusações e afirmou que menos de 10% do quadro de funcionários da educação se encontra em greve. Quanto as acusações de contratação de um grupo privado, Gawloski afirma ser falsa e inoportuna. ''O que estamos fazendo é contratar um software para melhor direcionar os investimentos públicos e não a contratação de pessoal'', afirma. A greve, segundo o secretário, acontece em um momento ''inaceitável'' e ''carece de seriedade'' por parte do sindicato.(Colaborou Carlos Eduardo Kiatkoski)


