Estudar a folha de pagamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para tentar achar ''brechas'' e possibilitar aumento no salário dos servidores. Essa foi a proposta tirada ontem em assembléia da categoria. A assembléia também deliberou que os servidores vão recorrer ao Conselho Universitário da decisão da reitora Lygia Pupatto de exigir a reposição do dia em que não trabalharam. No último dia 12, servidores e docentes fizeram um dia de paralisação numa tentativa de retomar as negociações com o governo estadual. A reivindicação é de reajuste salarial de 62%.
A partir da próxima semana, segundo o presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Rodrigues do Nascimento, começam os seminários de estudo do orçamento da entidade. ''Os servidores resolveram mudar de estratégia e discutir o orçamento da UEL e a folha de pagamento. É uma forma de trazer a luta para a forma de debate'', afirmou Nascimento.
Segundo ele, há um ano atrás, a Assuel e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sinsaúde) tiveram acesso aos dados do orçamento, quando uma comissão com a participação de representantes dos sindicatos fez a auditoria da folha de pagamento. Para Nascimento, há uma ''concentração de renda e por isso uma distorção'' na folha de pagamento principalmente dos professores. A folha de pagamento mensal de quase R$ 10 milhões mensais, explicou, daria uma média salarial de R$ 2 mil para cada funcionário, enquanto a média salarial do servidor é de R$ 400,00. Nascimento não quis adiantar, mas afirmou que há maneiras de remanejar os gastos do orçamento para propiciar economia, sem comprometer salários.
Ontem, o pró-reitor de Recursos Humanos da UEL, Rodne Lima, disse que a reitoria está aberta a sugestões, mas acredita ser ''difícil'' fazer uma economia que possibilite o aumento reivindicado pelos servidores. ''A auditoria gerou medidas administrativas para corrigir erros, cessão de pagamentos em alguns casos ou pagamento de horas-extras em outros, o que gerou aumento da folha de pagamento'', disse. Lima também informou que a reposição do dia parado deverá ser feita para atender aos públicos interno e externos que deixaram de ser atendidos. ''Cada unidade está reprogramando suas atividades'', disse.

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