Serviços estão garantidos, diz OAB
A rebelião na PEL 2 confirmou a presença de inúmeros celulares e carregadores nas celas. Os aparelhos eram usados pelos detentos para entrar em contato com familiares que acompanhavam a situação do lado de fora. O juiz Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais (VEP), explicou que os celulares e objetos utilizados como armas são lançados no vão entre o muro e os pavilhões na PEL 2. A tela para impedir a "pesca" dos materiais pelos presos foi orçada em R$ 150 mil e o pedido foi encaminhado há mais de um ano pela VEP. "Reduziria em 90% a entrada desses objetos", disse o juiz.
O coordenador da Comissão de Estabelecimentos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, José Carlos Mancini Júnior, informou que os presos abrigados nos pátios da PEL 2 têm acesso a alimentação, comida, banheiro e medicamentos. "Apesar da estrutura, os serviços estão garantidos", comentou. A OAB participou das negociações e do repasse das informações aos familiares, o que colaborou com a liberação da PR-445 na última sexta-feira. "Havia informações desencontradas e a transparência é importante para os familiares e também para a população, que necessita de esclarecimentos sobre a segurança pública", analisou o coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Londrina, Paulo Magno Leite, que aguarda o retorno dos presos às celas para realizar uma vistoria no local. (R.F.)





