São Paulo, 01 (AE) - A se julgar pelo pequeno número de ocorrências registradas na virada do ano, o Comitê Gestor do Programa do Ano 2000 do Governo do Estado de São Paulo acredita que serviços essenciais como energia, telecomunicações e rede hospitalar passaram no teste e não foram afetados pelo bug do ano 2000. No entanto, o secretário adjunto do governo e Gestão Estratégica, Dalmo Nogueira, disse que ainda é cedo para descartar novas falhas nos sistemas de computadores motivadas pelo bug.
O governo do Estado manterá o alerta iniciado ontem junto aos serviços essenciais até segunda-feira. O primeiro dia útil do ano será um novo momento crítico para os serviços que dependem de rede de computadores, já que bancos, indústria, comércio e os serviços da administração estatal voltam a funcionar normalmente.
No Estado, até agora, o bug do ano 2000 provocou problemas com datas em pedágios das rodovias Dom Pedro e Marechal Rondon, na balsa que liga Santos ao Guarujá, e no sistema de senhas do Hospital Geral de Vila Penteado. Segundo Nogueira, essas falhas já haviam sido corrigidas por volta das 7h de hoje, mas ainda não se sabe se os sistemas falharam porque não foi feita qualquer prevenção contra o bug ou porque as adaptações não funcionaram corretamente. O governo de São Paulo foi responsável pela avaliação de 300.000 produtos.
Segundo o coronel Olavo SantAnna, secretário da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, a Defesa não foi acionada para lidar com problemas ligados ao bug, embora estivesse de plantão para atender chamadas motivadas por falhas nos computadores. No entanto, o Copom recebeu cerca de 3.000 chamadas em razão da chuva que começou por volta de 18h e provocaram alagamento e falta de energia em diversos pontos do Estado. Na virada do ano, 40.000 policiais militares estavam de plantão, número que representa cerca de 50% do contingente da PM.
O governo do Estado, que investiu cerca de R$ 200 milhões na prevenção ao bug do ano 2000, desde 96, vai manter o sistema de gerenciamento das redes públicas de computador nas próximas semanas, já que a estimativa é de que 50% das falhas provocadas pelo bug, se ocorrerem, devem acontecer na primeira quinzena de janeiro.

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