Serviço público atende 12 mil
Em Londrina, os pacientes que procuram o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), vinculado ao serviço municipal de saúde, dispõem de tratamento ambulatorial, internação (máximo de sete dias), hospital-dia e oficinas terapêuticas. Em quatro anos de funcionamento o Caps, já atendeu cerca de 12.600 pacientes, sendo que 70% são de Londrina e 30% vem de cidades da região.
Segundo a psiquiatra Patrícia Dias de Castro, coordenadora do Caps, o tratamento médico extra-hospitalar visa reintegrar o paciente no convívio com a sociedade. A psiquiatra explica que, nos últimos 20 anos, com os estudos avançados nessa área, as famílias têm maior acesso à informação, evitando que as crises se tornem crônicas. A medicação também se tornou mais eficaz, contribuindo para que se acabe com o estigma que persegue os doentes mentais. Dependendo do caso, a medicação adequada e o apoio da família chegam a até 70% de sucesso, garante Patrícia.
No Núcleo de Atendimento Psicossocial para Criança e Adolescente (Naps-CA), são atendidos semanalmente cerca de 350 pacientes de até 18 anos. De acordo com informações do núcleo, que funciona há seis anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 710,00 por mês com cada paciente. Além de dispendioso, o internamento prolongado pode dificultar a reabilitação do indivíduo no meio social.
A nova concepção de atendimento também é prioridade da Associação Londrinense de Saúde Mental, criada em 1997, em Londrina. A presidente Adélia Fagotti Buranelli explica que há 85 voluntários engajados na recuperação dos doentes. Oferecemos oficinas terapêuticas, como cursos de arte e dança, diz.
Internações longas, segundo Adélia Buranelli, fazem com que a pessoa perca a noção dos dias, cortando o vínculo com a realidade. Mantida por doações e recebendo um verba mensal de R$ 350,00 da prefeitura, a associação ganhou um terreno do município, onde pretende construir a sede, dentro de um ou dois anos.(Maranúbia Barbosa, de Londrina)





