Serviço de táxi será padronizado
Marcos Zanatta
O serviço de táxi de Maringá vai passar por uma transformação até maio de 2000, quando a prefeitura espera inaugurar o novo aeroporto. Os táxis comuns, que hoje são a totalidade, terão que ser brancos, com quatro portas e poderão usar publicidade, o que nunca foi permitido. Serão criadas outras duas categorias: especial, que será identificada com uma faixa azul e vai atender o novo aeroporto, e a luxo, com carros de padrão superior, em cores definidas pela Secretaria de Transportes, sem taxímetro e nenhuma identificação, nem o luminoso.
A prefeitura também está regulamentando o serviço de radiotáxi, que será explorado por uma empresa. Todos os taxistas vão passar por cursos de comportamento, onde terão inclusive noção de espanhol.
Com o novo aeroporto queremos ser um ponto de referência do Mercosul, justifica o secretário de Transportes de Maringá, José Henrique Ruschi de Camargo. Os motoristas terão também que usar gravata e fazer cursos de reciclagem uma vez por ano. Queremos ter um serviço de qualidade, diz Camargo.
Divergências Os taxistas não gostaram de todas as novidades. Carlos Tatumi, que trabalha há 20 anos com táxi, diz que padronizar a cor e liberar a publicidade é bom. Mas não concorda com a criação do radiotáxi. O pessoal já criou e não deu certo, não sei os motivos porque não fazia parte, diz. Ele acha que o melhor de todas as novidades é a propaganda. A gente faz duas ou três corridas por dia, é muito pouco, e a publicidade pode ajudar no orçamento, acredita.
Para o taxista Haroldo Gonçalves da Cruz, a prefeitura não deveria abrir novas licitações para mais táxis. A gente está passando apurado com o movimento baixo e se liberar mais carros será pior para todos, alerta. Ele diz ainda que aprova a publicidade, mas não pretende usar. Tem clientes que pedem até para tirar o luminoso, explica.
Outro taxista, que pediu para não ser identificado, criticou a criação do radiotáxi em Maringá. Ele alega que houve uma tentativa e os taxistas acabavam prejudicando o resto do pessoal. Querem copiar o que outras cidades fazem, mas aqui ninguém anda de taxi, lamenta.
O secretário Ruschi de Camargo diz que o radiotáxi vai funcionar de forma independente. Cada integrante do sistema fica no ponto e não vai mais ficar no centro, como o pessoal que trabalhava com rádio fazia, alerta.
Os novos taxistas, da frota especial e que vai servir o aeroporto, só poderão transportar passageiros para a cidade. Não será permitida a viagem de retorno, diz Camargo. A publicidade também será livre e, segundo o secretário, é uma forma de garantir uma renda extra para os taxistas.
Ele diz que hoje existem 158 táxis cadastrados em Maringá, e que assim como o resto da economia, passa por momentos difíceis. Nós queremos mudar a imagem do taxi, incentivando o uso não apenas por quem chega ou parte de viagem, explica.
Camargo cita o caso do velho aeroporto, que teve o número de vôos ampliado recentemente. Hoje o primeiro vôo sai pouco depois das 6 horas e o último chega após a meia-noite, além dos horários de sábado de noite e domingo de manhã, que não existiam. Tivemos que deslocar veículos de um ponto inteiro para o aeroporto, e não está atendendo a demanda, revela.





