Brasília, 11 (AE) - O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, disse que o governo precisa contratar pelo menos mais 500 fiscais para que o Serviço de Inspeção Federal (SIF) possa atuar nos cerca de 3.800 estabelecimentos de produção de carne e leite do País. Segundo ele, o SIF conta hoje com 700 veterinários para a fiscalização permanente ou periódica desses estabelecimentos, o que é insuficiente. Só produzindo leite há 2 mil usinas no País.
O modelo de fiscalização do Ministério da Agricultura nos estabelecimentos de leite é desenvolvido para que haja inspeção permanente nas usinas onde há processo de risco contínuo - como recebimento, classificação e pasteurização do leite - e análises periódicas na produção de queijos. Nesse caso
cada médico veterinário fica responsável por três ou quatro estabelecimentos. De acordo com Luiz Carlos de Oliveira, "há mais de 20 anos" o ministério reivindica a contratação de mais fiscais.
O diretor do Dipoa considerou "preocupantes" os resultados da pesquisa, mas fez questão de ressaltar que onde há inspeção do SIF não existem riscos para a saúde do consumidor. "Os produtos com SIF estavam fora do padrão de qualidade, mas não de segurança, e o consumidor deve se preocupar com os alimentos sem inspeção, onde o risco é de 100%", reiterou.

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