Serviço de assistência médica provoca polêmica em Bauru
Bauru, SP, 19 (AE) - Apesar de desconhecido de grande parte da população, o Sinam (Serviço Nacional de Assistência Médica), criado pela Associação Médica Brasileira (AMB) já reúne em Bauru 44 médicos, 9 dentistas 3 psicólogos e um hospital credenciado, além de 229 usuários cadastrados. Mas a sua chegada está provocando polêmica. O presidente regional da Assiociação Paulista de Medicina, Carlos Alberto Monte Gobbo, classifica o novo sistema como "irresponsável" e alerta para a possibilidade dos médicos participantes enfrentarem grande demanda de pacientes com consultas cobradas a R$ 39,00 e não poderem atendê-la.
Em Bauru, a Unimed é a dentendora de praticamente toda a demanda de atendimento médico. A cooperativa já foi inclusive questionada judicialmente por não permitir que seus médicos atendam a outros convênios. O presidente da Associação Médica Brasileira, Antonio Celso Nunes Nassif, disse que o Sinam tem encontrado algumas resistências especialmente por parte da Unimed-Bauru, mas garante que ele não confronta em nada com a cooperativa e os planos médicos. "É apenas um sistema de atendimento destinado a faixa de população localizada entre o Sus e os planos de saúde e nada impede que seus associados participem de outros sistemas" disse.
O Sinam tem o valor da consulta fixado em R$ 39,00 e os exames laboratoriais e diárias hospitalares tem desconto de até 60% em relação aos preços normais. Os usuários não pagam inscrição nem mensalidade e não tem qualquer tipo de restrição em termos de idade e doenças pré existentes.





