Serviço 161 eleva apreensão de drogas
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em seis meses de funcionamento, o programa 161 Narcodenúncia contribuiu para que as polícias aumentassem em 800% o volume de drogas apreendidas no Estado em relação ao ano passado. Através das denúncias anônimas da população, feitas pelo telefone 161, nesses seis meses foram apreendidas no Paraná 15,7 toneladas de maconha, contra apenas quatro toneladas em todo ano de 2002. As denúncias levaram também à prisão de 756 adultos e 132 menores, envolvidos em transações com drogas.
Para o major da Polícia Militar (PM), Jorge Costa Filho, coordenador estadual do programa, o crescimento das apreensões e prisões são uma prova de que o programa está dando certo. Ele ressalta, no entanto, que o mais importante, em todo o projeto, é o ''trabalho de inteligência'' que está sendo feito. Todas as informações coletadas com as denúncias e, posteriormente, comprovadas com investigações, são adicionadas a um banco de dados, o qual pode ser acessado pelas polícias dos 399 municípios do Estado. Por esse sistema, a polícia pode localizar todas as pessoas com antecedentes criminais por drogas, seja através do nome, apelido, carro usado, número de celular, entre outros itens permitidos pelo programa.
''Esse programa é revolucionário. Com as denúncias, conseguimos diminuir o tempo e o número de policiais necessários para as investigações'', completa o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Aldo Parzianello. O Paraná, segundo ele, é o primeiro estado a criar este tipo de serviço. ''O programa foi desenvolvido pela Celepar e a Telecom para usarmos no Paraná todo, mas outros estados já estão interessados em implantar o programa'', diz. O serviço deve ser disponibilizado, inicialmente, para os estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento do Sul (Codesul) Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
O sistema de denúncia anônima pelo telefone 161 existe em todos os municípios do Estado. As informações e comando para as checagens e investigações de cada denúncia são centralizadas em seis regionais Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Pato Branco. Segundo o major Costa, outro resultado importante do programa é a integração dos trabalhos das polícias federal, civil, militar e rodoviária federal.
A partir deste mês o trabalho específico da PM também recebe o reforço de 31 policiais que, nesses seis meses, estavam trabalhando no atendimento telefônico das denúncias. Para o serviço, a PM contratou 34 deficientes físicos para atuar como atendentes.


