A proposta de graduar as penas para os crimes de produção e comercialização de remédios falsificados foi defendida ontem pelo ministro da Saúde, José Serra. Ele disse que apóia a idéia de diferenciar a punição aos infratores, pois não é possível tratar de uma mesma maneira quem falsifica um xampu e quem falsifica um medicamento para o tratamento de câncer, exemplificou. Para os casos mais graves de falsificação, Serra defende que a lei faça a classificação como crime hediondo.
‘‘Remédio falso que provoca a morte, para mim é crime da pior espécie e tem que haver uma punição rigorosa’’, afirmou o ministro. Ele disse que a Justiça saberá fazer o enquadramento adequado para os crimes e delitos.
No que se refere ao projeto aprovado, o governo federal pretende vetar alguns itens para que não ocorram distorções. ‘‘Há questões que foram produzidas de boa fé, mas que talvez sejam impróprias numa lei desta natureza’’, disse o ministro.

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