O ministro da Saúde, José Serra, anunciou ontem no Rio que o governo vai aumentar os recursos para o programa nacional de combate à aids. A previsão é a de que os gastos com a compra dos medicamentos anti-HIV passem dos atuais R$ 450 milhões, já orçados, para R$ 600 milhões em 1999.
Além do programa de combate à aids, Serra deixou claro que o de prevenção ao câncer do cólo do útero - que atualmente é tema de uma campanha nacional lançada pelo ministério - e o de combate à dengue não serão afetados pelo cortes na Saúde previstos no ajuste fiscal, de R$ 4 bilhões do governo. ‘‘Eu não vou permitir que as áreas mais sensíveis do ministério sejam prejudicadas, e nem o presidente da República deseja isso’’, afirmou.
Segundo o ministro, a Vigilância Sanitária de São Paulo vai aplicar multa no valor de R$ 200 mil no Laboratório Schering do Brasil - valor máximo previsto na lei sanitária -, por reincidência na comercialização irregular de medicamentos. Pouco mais de uma semana depois de vender cartelas do anticoncepcional Microvlar com uma drágea a menos, o laboratório cometeu o mesmo erro com o remédio Diane 35, do lote 342, fabricado em junho. Há cerca de quatro meses foram descobertas pílulas de Microvlar inócuas. ‘‘É como um raio caindo três vezes no mesmo lugar, mas, ao contrário do remédio falso, a falta de uma drágea não é grave’’, disse Serra.Agência EstadoJosé Serra ontem no Rio de Janeiro: ‘‘Eu não vou permitir’’Agência Estado

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