Batatais, SP, 20 (AE) - O ministro da Saúde, José Serra, disse hojeque concorda com o presidente do Conselho Adminstrativo do Direito Economico (Cade), Gesner de Oliveira, segundo quem existe abuso de preços dos remédios e não há punição aos laboratórios. "É claro que existe isso, mas é preciso mudar a lei", comentou Serra hoje, em Batatais, na região de Ribeirão Preto. "Se dependesse de mim, eu prenderia e puniria os responsáveis, mas isso eu não posso fazer".
Oliveira disse ontem, na CPI de Medicamentos, que os processos administrativos para apurações de denúncias e abusos de preços são mal instruídos e que acarretam o problema, tornando as investiações inificientes. Consequentemente, as punições não ocorrem.
"Estou de acordo com o Gesner", afirmou Serra, informando ainda que espera o relatório da CPI para examiná-lo e dar a sua versão sobre a proposta do relator Ney Lopes (PFL-RN)", que defende o controle de preços dos remédios, inclusive com acompanhamento periódico das planilhas de custo dos laboratórios. "Acho que algum controle tem que ter sim", disse o ministro da Saúde.
Durante a visita à Santa Casa de Batatais, que receberá R$ 392 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento Ecônomico e Social (BNDES), com repasse da Caixa Econômica Federal, para sua reestruturação financeira e melhoria de gerenciamento, Serra comentou que os problemas ocorridos com a vacina contra febre amarela não atrapalharam a confiança das pessoas com o medicamento. "Não houve uma epidemia nacional, mas apenas dois casos adversos, um em Goiás e o outro em São Paulo, que é um número quase zero dentro de cerca de 35 milhões de vacinações", disse ele.
Para Serra, a vacina contra febre amarela é segura e também não se tem certeza absoluta que as duas mortes ocorreram em função dela. "Não sabemos se houve coincidência ou casualidade", acrescentou ele, sem projetar quando terá um resultado preciso dos dois casos. IBEP INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS POLíTICOS 1

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