Curitiba, 12 (AE) - O ministro da Saúde, José Serra, disse hoje, em Paranaguá, que não há necessidade de alerta nacional para o problema da cólera, cujo vibrião foi detectado no litoral do Paraná. Ele visitou a Vila Guarani, principal foco da doença em Paranaguá, para ver o trabalho de prevenção, controle e tratamento que vem sendo realizado. "Não há motivo para alarme na população brasileira com relação a essa questão"
disse o ministro. "Mas há motivos para um trabalho eficiente, de muita precaução, que é o que está sendo feito numa ação conjunta do governo do Estado, prefeitura de Paranaguá e Ministério da Saúde".
No começo da noite a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 29 novos casos de cólera em Paranaguá hoje, elevando o total para 427. Desses, 12 permaneciam internados na Santa Casa e no Hospital Infantil. No fim de semana foram confirmados 91 novos casos. Em Curitiba, houve um aumento no número de suspeitos, que passou de 41 para 72. No entanto, os exames laboratoriais mostraram que em 59 pessoas a diarréia não era sintoma da cólera. As outras 13 pessoas continuam aguardando o resultado dos exames. Mesmo com a negativa nos exames, a Secretaria Municipal de Saúde continua com o trabalho preventivo
através da distribuição de hipoclorito de sódio e panfletos.
O governador do Paraná, Jaime Lerner, que acompanhou o ministro em Paranaguá, afirmou que o auge da doença já passou. "Tenho certeza que logo essa situação vai ser debelada e vamos fazer desse momento um grande momento para Paranaguá". A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) vai aplicar US$ 60 milhões em projetos de saneamento básico no litoral. O dinheiro faz parte do programa conhecido como Paranasan, que prevê a aplicação de US$ 390 milhões no saneamento de Curitiba, região metropolitana e litoral. Os recursos são garantidos pelo governo japonês, através do Fundo Ultramarino de Cooperação Econômica (OECF).

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