Serra ameaça intervir na venda de remédios
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Das Agências Do Rio de Janeiro 
O ministro da Saúde, José Serra, disse ontem que poderá adotar medidas para aumentar o acesso a medicamentos genéricos, entre elas obrigar cada farmácia a ter uma estante com esses remédios. No limite, a gente vai partir para apertos dessa natureza, disse o ministro, que esteve no Rio participando de um seminário sobre saúde e educação promovido pelas associações nacionais de juízes e promotores.
José Serra lançou uma lista com 16 medicamentos genéricos importados do Canadá e três produzidos no Brasil, que começaram a ser comercializados ontem, entre os quais o primeiro genérico antidepressivo, o cloridrato de floxicetina (conhecido pelo nome fantasia de Prozac).
Esse é o primeiro lote de importados importantes. Não para que se substitua a produção doméstica, mas para se ter maior oferta e estimular a (nossa) produção, disse o ministro.
José Serra citou a falta de genéricos, na cidade de São Paulo, sobretudo na periferia, como uma questão a ser resolvida. Por que para pobres não há genéricos e para a classe média tem? O ministro apontou problemas de distribuição das redes de farmácias.
É mais rentável (não vender genéricos). Há laboratórios que aumentaram os descontos para vender similares no lugar de genéricos, disse.
Na lista dos 16 genéricos importados do laboratório canadense Apotex estão o antibiótico amoxilina (equivalente à marca Amoxil) e os anti-hipertensivos captopril (Capoten) e maleato de enalapril (Renitec).
O cloridrato de floxicetina está entre os três novos genéricos produzido no Brasil pelo laboratório EMS. Segundo o Ministério da Saúde, esses genéricos custam em média 30% a 40% menos que seus equivalentes de marca.
Já são 154 genéricos registrados no Brasil, sendo 98 para farmácias e 56 para uso hospitalar. Entre os genéricos mais vendidos no País estão o analgésico e antitérmico dipirona sódica (equivalente à marca Novalgina), o antibiótico cefalexina (Keflex) e o ansiolítico diazepam (Valium).
Aids O Brasil reproduzirá fórmulas de medicamentos contra a Aids fabricados pelas grandes indústrias farmacêuticas se os preços não baixarem, afirmou ontem em Bruxelas Paulo Teixeira, coordenador nacional do programa brasileiro contra a doença.
Se os preços não baixarem de forma adequada, não nos ateremos às licenças para fabricar estes medicamentos, declarou Teixeira à AFP depois de participar de uma mesa-redonda em Bruxelas. Teixeira explicou que o Brasil já está produzindo oito dos 12 medicamentos que compõem o coquetel de tratamento contra a Aids e que, antes de meados de 2001, tem a intenção de produzir mais dois.
Os genéricos do Canadá:


