Serlopar perde R$ 1 milhão sem a videoloteria on-line
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de maio de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Há um mês paradas, as máquinas de videoloteria on-line que eram operadas pela Larami Diversões e Entretenimento Ltda., por meio de contrato com o Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), deixaram de arrecadar cerca de R$ 1 milhão para o governo, segundo informações da empresa. Parte desse dinheiro era destinada a programas sociais. A decisão de deixar de explorar esse tipo de jogo foi do próprio governo, que baixou decreto anulando as resoluções que regulamentavam a atividade.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Larami, a empresa operava 1,4 mil máquinas de videoloteria em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Toledo, Cascavel, São Mateus do Sul e São José dos Pinhais. As máquinas, segundo a empresa, eram programadas a retornar 94% do volume apostado em prêmio. O Serlopar ficava com 23% dos 6% que sobravam. A Larami calcula que no período de funcionamento das videoloterias, o Serlopar arrecadou mais de R$ 8,2 milhões. A Folha não encontrou os diretores do Serlopar para confirmar o valor. Em entrevista recente, o diretor administrativo-financeiro do Serlopar, Rui Avelleda, informou que a arrecadação mensal com as videoloterias era de cerca de R$ 1,6 milhão.
O diretor-presidente do Instituto de Ação social do Paraná (Iasp), Carlos Lima, disse que o recurso originário da exploração das videoloterias on-line que era repassado ao órgão entrava no ''orçamento variável''. Isso é, o governo não contava com esse dinheiro para atender as demandas sociais.
A Larami entrou com mandado de segurança na Justiça pedindo a continuidade dos serviços. Considerando revendedores, fornecedores e a Larami, a multa rescisória pela quebra de contrato, segundo a empresa, pode chegar a cerca de R$ 200 milhões.


