Série de TV ensina consumidor a economizar energia elétrica
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quarta-feira, 31 de março de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 01 (AE) - As mudanças dos hábitos dos consumidores de energia são as únicas formas de evitar uma crise total no setor energético, preconizada pelos recentes blecautes, sem a necessidade de maiores investimentos do governo. Para impedir o colapso e minimizar seus efeitos sobre a economia, a ONG Sociedade de Incentivo e Apoio ao Gerenciamento Ambiental (Siga) está lançando no próximo domingo, em parceria com a Eletrobrás, o programa de TV Energizando - uma série de 16 episódios, cujo objetivo é ensinar o público a evitar o desperdício de energia. A série vai ao ar no Canal Futura.
O programa, voltado para o público jovem, é protagonizado por quatro adolescentes, com idades que variam entre os 14 anos e os 18 anos. Em cada episódio eles viverão uma aventura fictícia que servirá de mote para mostrar as principais formas de se economizar energia em casa, no trabalho e na indústria. As dicas são bem simples, mas eficazes: usar o chuveiro elétrico fora dos horários de pico (pela manhã e no início da noite), trocar as lâmpadas comuns pelas fluorescentes, aproveitar ao máximo a luz natural, instalar o aparelho de ar-condicionado em paredes onde o sol não bate.
"Se toda a população colaborar, poderemos ter uma economia de energia equivalente à produzida por duas Itaipus", afirmou a presidente da Siga, Dalia Maimon, pós-graduada em economia do Meio Ambiente. Segundo Dalia, entre 1995 e 1998, em função das campanhas educativas do Programa de Conservação de Energia da Eletrobrás (Procel), foram economizados 1.500 MW - o equivalente à produção de duas das dez máquinas da hidroelétrica de Itaipu.
Na avaliação da presidente da Siga, a economia de energia é a melhor opção para a população, para o governo e para o meio ambiente. "O povo economiza porque pagará menos pelas contas de energia, o governo economiza porque não precisa investir no setor e realoca recursos para outras áreas e o meio ambiente ganha porque sofre menos impacto decorrente da construção de barragens ou usinas termelétricas", disse. O programa irá ao ar pelos próximos quatro meses sempre aos domingos. Ao longo da semana ele será reprisado em diferentes horários.


