Série de motins deixa agentes penitenciários em alerta
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Com mais duas ocorrências registradas ontem, uma na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara; e outra na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 1 (PEF); chega a 16 o total de motins no sistema prisional do Estado desde dezembro do ano passado. Os números foram divulgados pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), entretanto a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) não confirmou oficialmente esta informação.
Segundo o Sindarspen, o problema é antigo, mas agora aumentou devido à transferência de presos das delegacias e distritos policiais para os complexos penitenciários. A determinação consta do decreto governamental n.º 11.016 publicado em maio deste ano. "Os motins já viraram rotina, infelizmente. Falta efetivo para trabalhar com segurança e estrutura para receber um volume maior de presos. As unidades já estão superlotadas e a situação é complicada. Há alguns meses tínhamos alertado sobre o risco de novas rebeliões", destacou o presidente do sindicato, Antony Johnson.
O motim de ontem na PCE começou por volta das 9h30. Nove presos dominaram o agente na primeira galeria do bloco 1 da unidade e o mantiveram refém até 13h30, após o Departamento de Execução Penal (Depen) e policiais militares conseguirem finalizar uma negociação. Cinco detentos foram transferidos para a Casa de Custódia de São José dos Pinhais, e outros quatro para a Casa de Custódia de Curitiba.
No Oeste do Estado, 16 detentos mantiveram dois agentes penitenciários reféns das 10h30 até as 16 horas em uma das galerias da PEF 1. Eles criticaram o estado das celas e condicionaram o fim da rebelião a transferências. Segundo a Seju, os agentes não sofreram ferimentos e foram liberados depois de quatro horas de negociação.
Dez presos foram deslocados para a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 2 (PEF 2), quatro para a Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2), um para a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) e outro para a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão.
Conforme Johnson, a categoria cobra uma medida efetiva do governo para evitar novos episódios de violência contra os agentes. "Queremos saber o que será feito antes de algo pior acontecer. Esvaziaram as delegacias, mas superlotaram as unidades penais, que diferença fez esta medida?", questionou.
Na noite de ontem, representantes do Sindarspen se reuniram com integrantes da Seju para discutir as reivindicações da categoria.


