RIO - Após acordar de um pesadelo que durou quase um ano, com a morte e a prisão dos irmãos necrófilos Ibrahim e Henrique Oliveira, a população de Nova Friburgo, na região serrana do Rio, voltou a conviver com a ameaça de um serial killer (matador em série). Trata-se de um homem louro, alto, magro, de olhos claros, provavelmente 20 anos, acusado de ter matado sete mulheres jovens e desaparecido com outras 15 desde dezembro de 1995. Além de psicopata, o homem, também acusado de estuprar suas vítimas, segundo a polícia, estaria envolvido com tráfico de drogas.
Na terça-feira de Carnaval, quatro corpos de moças foram encontrados em um matagal, atrás do Nova Friburgo Country Club, no Vale dos Pinheiros, o mais tradicional da cidade, colonizada no século 19 por suiços e alemães. Em dezembro de 1995, no mesmo matagal, haviam sido encontrados os corpos de outras duas meninas. Cidade natal do chefe de Polícia do Rio, delegado Hélio Luz, Friburgo, a 150 quilômetros da capital, é considerado um dos mais tranquilos municípios do Estado, com média de um homicídio por mês. Em meados de 1995, a cidade foi abalada com a sequência de 13 homicídios cometidos pelos irmãos Ibrahim e Henrique de Oliveira, que, após executarem suas vítimas a pauladas, faziam sexo com os cadáveres.
Os irmãos Oliveira se escondiam na Mata Atlântica, o que fez com que até o Exército fosse mobilizado para capturá-los. Ibrahim foi morto pela Polícia Militar em dezembro de 95. No começo do ano passado, Henrique se entregou à Justiça e está aos cuidados do Manicômio Judiciário no Rio. O maníaco que continua solto preocupa mais as autoridades porque atua no centro da cidade. Suas vítimas seriam meninas de programa, de boa aparência, que frequentam boates badaladas.

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