Sergipe é campeã de atropelamentos
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terça-feira, 08 de janeiro de 2013
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Londrina - A Rua Sergipe, que no ano passado passou por adequações para ampliar a pista de rolamento no trecho que reúne algumas das quadras mais movimentadas da área central, foi a via que mais registrou atropelamentos em Londrina. No total, segundo estatísticas do Corpo de Bombeiros, foram oito casos em 2012, o pior em três anos. Em 2011, foram cinco casos. Em 2010, sete.
Com base no site oficial da corporação, o levantamento da FOLHA aponta que outros pontos críticos dos pedestres também são importantes corredores do sistema de transporte coletivo da cidade, como as avenidas Leste-Oeste, com seis atropelamentos, e a Juscelino Kubitschek, com cinco.
Em 2012, ocorreram 454 atropelamentos no município de Londrina, o que dá um caso a cada 19 horas. O balanço aponta queda de 15% em relação aos números de 2011, quando aconteceram 535 atropelamentos. Em relação a 2010, a queda no número de vítimas foi ainda maior: de 17,6%.
O balanço também indica que está havendo uma desconcentração das ocorrências, mais frequentes no centro. Em 2012, a área central registrou 15,2% dos atropelamentos. No ano anterior, a região mais movimentada da cidade concentrou 19,4% dos atropelamentos.
O bairro que mais registrou atropelamentos em 2012 foi a Vila Nova, com 15 casos. Entre os bairros mais perigosos para o pedestre também estão o Jardim Leonor (zona oeste), e o Parque Ouro Verde (zona norte).
A Companhia de Trânsito (Ciatran) da Polícia Militar informou que em 2012 os atropelamentos em Londrina resultaram em 12 mortos e 198 feridos. No entanto, o comando não soube informar onde as mortes ocorreram. Ao anunciar o balanço do ano, no entanto, o comandante da Ciatran, André Ricardo Alves de Carvalho, informou que a via considerada mais perigosa ''em relação a qualquer tipo de ocorrência'' é a Avenida Dez de Dezembro.
O diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Diógenes Gonçalves, disse que a queda no número de atropelamentos na área central pode estar relacionado ao maior rigor dos agentes de trânsito. ''Até pela equipe reduzida, é a área mais controlada. Estimo que 70% das autuações ocorram na área central, onde o motorista se sente mais vigiado'', afirmou.
Sergipe
A FOLHA visitou o trecho da Sergipe entre as ruas Minas Gerais e Pernambuco e conversou com quem passa boa parte do tempo na via. ''Acho que o pedestre é penalizado em alguns trechos daqui. Não há uma visualização adequada dos semáforos. À noite, o problema é a iluminação, terrível'', afirmou o comerciante Jonathan Bruno Oelke, de 29 anos.
''Infelizmente, o pessoal arrisca muito. Quando as calçadas estavam em obras, eu percebia menos abuso porque havia muito guardas por aqui. Acho que a melhor coisa que podiam fazer, seria colocar guardas nestas quadras mais movimentadas'', opinou o vendedor de alho Agnaldo Ferreira dos Santos, 60.
Outro comerciante, Celeste Catori, 65, ressalta a indisciplina do pedestre em relação às faixas de travessia. ''As pessoas não respeitam as regras e não se preocupam em orientar as crianças e os idosos. Falta consciência ao pedestre.''
A vendedora de pastel Edir Souza Pinheiro, 60, considera que o excesso de velocidade dos ônibus e a falta de atenção das mães com as crianças são os principais problemas para o pedestre na Sergipe. ''A mãe fica na loja comprando e esquece a criança na calçada. Sempre estou segurando os pequenos para evitar alguma tragédia'', contou.



