Cláudia Lopes
De Londrina
Técnicos da Sercomtel fizeram ontem os primeiros testes nos equipamentos do Teleporto de Londrina, que deve entrar em operação até o próximo dia 15. Uma antena parabólica de 4,5 metros de diâmetro foi instalada, esta semana, na parte superior do prédio do Centro Politécnico da Universidade Norte do Paraná (Unopar), onde funcionará o teleporto. A antena já está direcionada ao satélite Brasilsat B3, que vai retransmitir os sinais de Londrina para o resto do País.
Uma antena menor, de 3,6 metros de diâmetro, deve ser instalada no local daqui a 45 dias. O engenheiro de operação e manutenção da Sercomtel, Hans Muller, disse que o equipamento será apontado para o satélite Intelsat, possibilitando a transmissão dos sinais para todo o continente americano. ‘‘Esta nova antena vai atender principalmente provedores de Internet e empresas interessadas em informações das bolsas de valores dos Estados Unidos.’’
O teleporto é um centro de excelência em telecomunicações que vai disponibilizar serviços de dados, voz e imagens de alta velocidade. Os investimentos estão sendo feitos pela Sercomtel e o grupo argentino Impsat, um dos maiores provedores de serviços de telecomunicações corporativas da América Latina.
No projeto, a Sercomtel é responsável pela instalação da rede de fibras ópticas e de equipamentos como o conversor eletro-óptico, que converte luz em impulsos elétricos. As antenas e o sistema de modem de satélite são da Impsat.
A área de 150 metros quadrados onde vai funcionar o teleporto foi cedida por dez anos, em comodato, pela Unopar à Sercomtel e à Impsat. O prédio, que abrigava o antigo Cesec do Banco do Brasil, dispõe de energia elétrica em abundância, nobreak e sistema de ar-condicionado de grande capacidade.
Por enquanto, empresas de Londrina estão tendo acesso aos serviços através do teleporto de Curitiba. ‘‘Mas até o dia 15, passarão a ter acesso pelo teleporto de Londrina’’, prevê Hans Muller. Além da Milenia e do provedor de Internet Onda, a Cooperativa Agrícola de Produção Integrada e os provedores Imbrapenet e LDA Palm já tem contratos fechados com a Sercomtel.
‘‘Os sinais da Milenia são enviados por satélite para suas filiais em Igarassu, em Pernambuco, e Taquari, no Rio Grande do Sul’’, contou Muller. Já a Cooperativa Agrícola está ligada a rede VSat, que distribui os sinais para 25 pontos no Brasil. Os cinco clientes do teleporto de Londrina usam hoje seis Mbps (megabits por segundo), que é a velocidade de transmissão dos sinais.
A rede óptica instalada no empreendimento tem seis pares de fibras. Um único par tem 32 Mbps de capacidade. ‘‘Ou seja, temos uma grande capacidade a ser explorada’’, disse Muller. Segundo ele, o mercado potencial na região de Londrina varia de 100 a 200 empresas. ‘‘Conforme os número de clientes forem aumentando, podemos ampliar nossa capacidade de atendimento.’’
Os potenciais usuários do teleporto são bancos, empresas agrícolas, provedores de Internet e universidades. Dependendo da necessidades de cada empresa, os preços das redes podem variar de US$ 1 mil a US$ 1 bilhão, segundo informações da Impsat. O teleporto também deve viabilizar dois projetos da Unopar, que são a especialização dos alunos que poderão fazer estágios no centro de execelência e o ensino a distância.Equipamentos devem entrar em operação até o próximo dia 15
Fotos Josoé de CarvalhoEXCELÊNCIAO engenheiro Hans Muller, da Sercomtel, explica que o Teleporto permitirá o envio de serviços de dados, voz e imagens em alta velocidade para todo o continente americano; parte do equipamento já está instalada

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