A Sercomtel optou em seguir a orientação da Polícia Federal e anulou a licitação para contratar uma empresa que faria a segurança em 12 pontos para evitar furtos de cabos telefônicos. A decisão da telefônica foi publicada na edição da última sexta-feira (12) do Jornal Oficial do Município. Em ofício encaminhado em junho, a PF sustentou que a vigilância noturna e ronda externa são atribuições da Polícia Militar e da Guarda Municipal, e não de entidades privadas.

De acordo com o gerente de administração geral da Sercomtel, Renato Moratto, o processo havia sido suspenso inicialmente para que o setor jurídico da empresa verificasse a possibilidade de alterar algum item. "Para anular ao certambe, basicamente seguimos o que dizia a recomendação da Polícia Federal, que inclusive citada um artigo da Constituição Federal em delegar ao Estado a responsabilidade da preservação do patrimônio", comentou.

Imagem ilustrativa da imagem Sercomtel anula licitação e diz que vai cobrar polícia para evitar furtos de cabos
| Foto: Anderson Coelho/08-01-2019

Com a contratação vetada, Moratto salientou que o próximo passo é cobrar maior efetividade dos órgãos de segurança. "Não sabíamos dessas regras antes de lançar a licitação. A saída agora é intensificar o patrulhamento para prender esses infratores. Há vários anos temos nos reunido com os representantes das polícias, mas o resultado, pelo menos por enquanto, não foi o ideal. Pensávamos que, com uma empresa, iríamos amenizar um pouco esse tipo de crime", salientou.

Segundo dados enviados à FOLHA, a Sercomtel, somente em 2018, registrou 436 furtos, o que representa mais de 32 mil metros de cabos telefônicos nas mãos dos criminosos e um prejuízo de quase R$ 1,3 milhão. Os números não pararam de crescer neste ano. Foram 137 furtos, 11,7 mil metros de cabos levados por vândalos e mais de R$ 493 mil de danos.

No edital, a Sercomtel identificou que as unidades dos jardins Leonor, Cilo III, Ouro Verde, Lindóia, Parque das Indústrias Leves, conjunto habitacional São Pedro, Vale Verde, Cafezal 4, Cafezal 1 e Chácaras São Miguel são as mais vulneráveis aos bandidos. O contrato valeria por um ano, mas poderia ser prorrogado por até 60 meses.

A reportagem tenta contato com a assessoria da Polícia Militar.

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