SERÁ O FIM DO MUNDO?
Da Redação
Estudantes de Bombain, na Índia, usam óculos especiais e preparam-se para observar último eclipse solar do milênio, que acontece hoje
As origens da crendice podem ser várias, da interpretação leiga do Apocalipse bíblico à leitura enviesada das herméticas previsões do médico e astrólogo francês Nostradamus. Mas o fato é que, levando a possibilidade a sério ou desviando-se para a galhofa, muitos habitantes do Planeta abordaram o assunto nos últimos dias. O mundo acaba hoje? Tudo indica que não. Segundo historiadores, a travessia de 999 para o ano 1000 foi ainda mais complicada: houve pânico e histeria coletiva.
Apesar de alguns paranenses se divertirem com o clima de hipotético fim do mundo, outros não estão achando a menor graça na história. Para o pesquisador Alexandre Martins Balthazar, do Centro de Altos Estudos da Consciência (Ceaec), em Foz do Iguaçu, o temor em torno do fim do mundo é um modismo criado para favorecer a venda de produtos e o crescimento de seitas e religiões. Em Curitiba, astrólgos afirmam que em vez de tragédia, a Carta Astral de hoje anuncia boas notícias.
Mas, afinal, por que o dia 11 de agosto teria de fixado no imaginário popular para acontecimento tão relevante (ou irrevelevante, dependendo do ponto de vista)? Por enquanto, há somente uma certeza: hoje acontecerá o último eclipse solar do milênio. Ou seja: a Lua se interporá entre o Sol e a Terra, transformando o dia em noite por aproximadamente dois minutos e meio. O eclipse não será visto no Brasil, mas vai atravessar 13 países da Europa, podendo ser observado por 400 milhões de pessoas, se não chover ou ocorrer algum outro tipo de impedimento inexplicável, é claro.





