Ele foi batizado pelo professor de circo como ''Geléia'', há 16 anos, tempo dedicado à profissão de palhaço. O personagem surge a partir do momento em que o paulista Adriano Lúcio Huhn, de 32 anos, coloca a vestimenta e usa maquiagem, com uma destreza típica de quem está habituado a lidar com lápis preto, pó branco e batom vermelho. ''A maquiagem tem a função também de revelar toda a expressão do palhaço, que deve ser exagerada'', comenta.
Sua história com o circo começou nos tempos de garoto, quando divertia os amigos com a espontaneidade ao contar causos. ''Eu já tinha vontade de ser palhaço, mas fui estudar teatro em 1993. Quando foi fundada uma escola de circo na minha cidade, em São Roque, eu entrei e nunca mais parei. Vim para Londrina estudar Artes Cênicas e hoje toda minha renda provém do trabalho de palhaço'', relembra.
Geléia é um dos quatro palhaços que integram o Centro Londrinense de Arte Circense (Clac) e também é professor de acrobacia. Como grande parte dos profissionais em Londrina, ele não fez curso de palhaço. ''Eu aprendi fazendo. Hoje, existem algumas oficinas especifícas para palhaço, mas quem entra em uma escola de circo não vai aprender a se tornar um. Ela vai ter contato com todas as técnicas para que futuramente se aprimore naquilo que lhe interessa'', diz.
Habituado a dar sempre um tom engraçado à conversa, Geléia não perde a oportunidade de divertir a equipe durante a entrevista e declara que ''ser palhaço é alimentar a alma, porque o sorriso é a expressão da felicidade. Nesse Dia do Palhaço quero deixar um recado para que todas as pessoas não deixem de ser crianças, no sentido de encarar e sentir as coisas com mais diversão e alegria. Fazer dos momentos brincadeiras para não deixar de ser feliz''.

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