Sequestro começou depois de assalto
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Evandro Fadel 
Bocaiúva do Sul, PR, 22 (AE) - O sequestro das três mulheres foi consequência da tentativa frustrada de assalto ao Banco do Estado do Paraná (Banestado), por volta das 15h30 de segunda-feira, na rua principal de Bocaiúva do Sul. Os quatro assaltantes renderam um policial e roubaram cerca de R$ 5,9 mil. Ao sair, foram surpreendidos por outro policial e trocaram tiros. O assaltante João Luiz de Oliveira, de 32 anos, foi morto
enquanto Luciano Fernandes Cordeiro foi ferido com um tiro na mão.
Cordeiro e os outros dois companheiros fugiram e entraram na casa de Luiz Hamilton Piovezan, que fica a quatro quadras, começando o drama que durou 18 horas e sensibilizou os moradores da pequena cidade de 8 mil habitantes. Cercados por aproximadamente 150 policiais, os sequestradores não queriam liberar os reféns e reivindicavam a liberdade e garantias na fuga. A polícia negou-se a deixá-los sair com as reféns. Suziane
de 10 anos, foi libertada por volta das 10 horas da noite.
Ela contou que os assaltantes estavam bebendo vinho e uÍsque, o que deixou a polícia temerosa. A mãe de Cordeiro, Maria, foi levada ao local pela polícia. Ela conversou com o filho pelo telefone. "Pedi para ele sair, que eu estava ali, esperando ele, que nada ia acontecer", disse. Durante a noite, a polícia fez bastante barulho no local, não deixando que os sequestradores dormissem.
Pela manhã, o líder dos assaltantes, Luciano Fernandes Cordeiro, soltou alguns pássaros que estavam em gaiolas. Logo depois, chegaram o secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, e o delegado-chefe da Polícia Civil
João Képes de Noronha. Oliveira afirmou que o objetivo era uma retirada pacífica. "Não há da polícia nenhuma pressa", disse. "Vamos aguardar que as coisas aconteçam normalmente." A presença do secretário ajudou nas negociações e eles aceitaram a liberdade das reféns em troca da segurança de vida oferecida pela polícia. Segundo o secretário, como tinham entrado naquela situação involuntariamente, o melhor era negociar. "Imaginávamos que era uma questão de tempo", disse. Foram encontradas três armas com os assaltantes que estavam na casa e uma com o que morreu. O dinheiro roubado também tinha ficado com o assaltante morto.


