Sequestrados pedem a governo que aceite proposta do ELN
Bogotá, 27 (AE-ANSA) - As 32 pessoas sequestradas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) enviaram uma carta ao presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, pedindo para que ele assuma "o compromisso sério e imediato da iniciação do diálogo com esse movimento armado, em busca da paz para os colombianos".
A carta, assinada em 23 de abril e com o timbre da Frente Internacional do Exército de Libertação Nacional, chegou hoje à agência de notícias ANSA via correio eletrônico e é o primeiro indício de que os sequestrados estão vivos.
Os reféns pedem na carta para que o governo retire os operativos militares na região onde eles permancem detidos, e responsabilizam por suas vidas tanto as autoridades como os guerrilheiros do ELN.
A mensagem foi difundida pouco depois que o governo apelou ao ELN para que liberte os reféns sem "exigência alguma".
A carta é assinada pelos 27 passageiros e cinco tripulantes do avião e também confirma que foram cinco os rebeldes que em 12 de abril desviaram o avião da Avianca para uma pista de pouso clandestina, minutos depois de decolar de Bucaramanga com destino a Bogotá.
Ontem, o ELN comunicou ao governo que exige a retirada do Exército e da polícia de Monterrey, onde os reféns estão sendo mantidos, em troca da entrega dos sequestrados à Cruz Vermelha Internacional.





