Os sequestradores do empresário Abílio Diniz recusaram ontem a oferta e o apelo feitos pelo secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, de suspender a greve de fome e esperar pela possível inclusão na pauta de votação da convocação extraordinária do Congresso dos acordos de transferência de presos do Brasil com o Chile e a Argentina. Hoje eles entram no 34º dia de greve de fome.
A convocação extraordinária do Congresso começará em 4 de janeiro. Esses tratados são iguais aos que permitiram a transferência dos sequestradores canadenses Christine Lamont e David Spencer para o Canadá, onde devem cumprir o restante de suas penas.
A possibilidade da inclusão desses tratados na pauta da convocação foi divulgada anteontem por Gregori. Ele também fez um apelo para que a greve de fome acabasse.
Comunicado- ‘‘Continuamos a nossa greve de fome até que o presidente da República expulse os estrangeiros e indulte o brasileiro’’, diz o comunicado dos presos. Dos oito sequestradores que permanecem no Brasil, cinco são chilenos, dois argentinos e um brasileiro, Raimundo Rosélio Costa Freire.
De acordo com o Hospital das Clínicas, três deles, o brasileiro, a chilena Maria Emilia Marchi Badilla e Sérgio Urtubia estão tomando doses de potássio, magnésio e de sódio.
As três substâncias são para evitar paradas e arritmias cardíacas e convulsões. Ontem o cônsul argentino em São Paulo, Guilhermo Hurt, visitou os presos.

mockup