Sequestradores encerram greve de fome
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sexta-feira, 01 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Os sete sequestradores do empresário Abílio Diniz encerraram, às 11h15 ontem, a greve de fome iniciada há 46 dias para pressionar o governo a expulsar os estrangeiros e conceder indulto ao único brasileiro do grupo. Os presos aceitaram as condições do governo brasileiro que decidiu antecipar os efeitos do acordo de extradição e também prometeu transferir o brasileiro Raimundo Rogério Freire para um quartel da Polícia Militar ou de Bombeiros, no Ceará, onde mora sua família.
Os sequestradores também terão cinco dias para recuperação clínica, uma vez que a saúde de todos eles está bastante debilitada em razão da prolongada greve de fome. Segundo médicos do Hospital das Clínicas, onde estão os sequestradores, os presos passarão por um processo de reidratação e fortalecimento para que recuperem as condições normais de saúde.
O porta-voz dos sequestradores, Breno Altmann, disse esperar que as autoridades judiciais brasileiras entendam o procedimento do governo ao antecipar as medidas de extradição. O período de cinco dias para a recuperação clínica dos sete permitirá que, paralelamente, toda documentação e o trâmite burocrático caminhe para que sigam para seus países e Raimundo Rogério seja transferido para o Ceará, afirmou.
A decisão de acabar com a greve foi feita pelos sequestradores a Luís Inácio Lula da Silva, presidente de honra do PT e ao advogado Luis Eduardo Greenhalg. Os dois estavam no Hospital das Clínicas, e ouviram a decisão unânime do grupo de aceitar as condições do governo.


