Os sequestradores chilenos do empresário Abílio Diniz, que chegaram anteontem ao seu país, esperam começar a obter benefícios para aliviar suas penas já nas próximas semanas. A autorização para sair da cadeia aos domingos, por exemplo, já está sendo pedida. Os próximos passos seriam conseguir permissão para passar os dias fora da prisão, só voltando para dormir, e depois a liberdade condicional. Pela lei chilena, eles não poderiam conseguir a condicional antes de setembro, quando todos os pedidos de progressão penal são analisados. No entanto, o irmão do sequestrador Sérgio Urtubia, Alejandro, disse ontem que deputados e associações de direitos humanos pedirão ao Ministério da Justiça do Chile a concessão da condicional em caráter extraordinário.
Os quatro homens e uma mulher, que, junto com outros cinco sequestradores de Diniz, já fizeram duas greves de fome, estão internados no Hospital Penitenciário de Santiago. Eles deverão ficar pelo menos 15 dias no hospital, onde estão juntos num quarto especial, para exames e tratamentos.
Os presos têm permissão para receber visitas três vezes por semana. Cada visita pode durar até três horas. Anteontem, cerca de 20 pessoas, entre familiares, deputados e amigos dos presos, estiveram no hospital para visitá-los.

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