Sequestradores da mãe Salgadinho exigem R$ 1 milhão; cantor espera novos contatos
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 12 (AE) - Visivelmente abalado e nervoso, o vocalista do grupo de pagode Katinguelê, Paulo Alexandre Nogueira Salgado, o Salgadinho, falou durante 15 minutos com a imprensa, na manhã de hoje, sobre o sequestro de sua mãe, a dona de casa Catarina Luiza Nogueira, de 51 anos. Os sequestradores querem R$ 1 milhão de resgate. Ela desapareceu na noite de terça-feira, quando abriu a porta depois de escutar a campainha de sua casa, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Foi dominada pelos sequestradores que a colocaram dentro de um carro. Ela morava sozinha em sua residência na companhia de sua cadela rottweiler.
Segundo Salgadinho, a polícia estaria fora do caso a pedido da família. "Estamos esperando novos contatos dos sequestradores para podermos negociar, pois R$ 1 milhão é muito dinheiro", disse o vocalista, que é filho único. "Eu nunca vi tanto dinheiro assim na minha frente". Ele disse que o grupo vem fazendo sucesso há dois anos e ganhando um pouco mais de dinheiro. "O que o conjunto ganha é dividido por seis", comentou. "Os sequestradores já ligaram seis vezes e afirmam que exigem R$ 1 milhão, mas até agora não tivemos nenhuma prova de que minha mãe está viva". Saúde - A maior preocupação de Salgadinho é em relação à saúde de sua mãe. "Ela tem 51 anos e fico imaginando se ela está na chuva, comendo direito, enfim, muitas coisas passam pela cabeça", afirmou. "É uma situação muito difícil, a insegurança e o desemprego estão em toda parte". "Como sou filho único, está sendo muito duro, pois não tenho outra pessoa para dividir a dor de um filho desesperado", desabafou Salgadinho.
Ele explicou que todas as negociação com os sequestradores estão sendo conduzidas pelo seu secretário e primo, Reinaldo Vieira Veiga. "Não tenho cabeça para negociar com ninguém, apenas quero a minha mãe e espero que os sequestradores cuidem bem dela". De acordo com o cantor, sua mãe morava na região de Interlagos, bairro onde nasceu, por opção. "Ela chegou a morar comigo, mas depois resolveu voltar para a nossa casa, onde estão os amigos de infância", disse. "Eu vivia nessa casa com ela, pois o carinho de mãe é muito importante". Até hoje à à tarde, Salgadinho não havia recebido novas notícias.


