Curitiba - O sequestrador Pedro Ciechienovisk, 49 anos, que há meses vinha sendo procurado pela Polícia Civil de São Paulo, foi preso na madrugada de ontem no Bairro Capão Raso, em Curitiba. Há quatro dias, a Polícia Federal estava rastreando as ligações feitas e recebidas pelo sequestrador. Ao saber que ele chegaria em casa ontem, a polícia de São Paulo, juntamente com uma equipe da Polícia Federal, invadiu a casa do sequestrador.
Além das duas grades, a casa era protegida por dois cães rotweiller. Um deles foi morto na troca de tiros entre os policiais e o sequestrador. Ao perceber que não havia nenhum policial paranaense no grupo, Ciechienovisk chegou a ligar para o 190 para pedir ajuda aos policiais militares. Ele passou então a fazer exigências para se entregar. Queria a presença do delegado geral, Adauto de Oliveira.
Enquanto as negociações se desenrolavam, o advogado de Ciechienovisk vinha de São Paulo para Curitiba. Na presença dele e do delegado-geral, depois de mais de sete horas de negociação, o sequestrador se entregou. Ele é condenado a mais de 60 anos de prisão por sequestro e homicídio, entre outros crimes.
Logo depois de se entregar, Ciechienovisk revelou o cativeiro do empresário João Bertin, 82 anos, que havia sido sequestrado há cinco meses. Pela libertação do empresário, os sequestradores queriam R$ 3 milhões. A família havia pedido o afastamento da polícia do caso.
O sequestrador foi levado a São Paulo. Sua mulher, que não foi identificada pela polícia, deixou a casa na companhia de parentes. A polícia de São Paulo tenta conseguir sua prisão preventiva por cumplicidade nos crimes.
Em 1986 Ciechienovisk havia sido preso pelo atual delegado-geral, Adauto de Oliveira, por roubo a uma joalheria. Segundo Adauto, na época o sequestrador tentou lhe subornar, oferecendo metade das jóias que tinha conseguido. Por esse crime, ele ficou sete anos na cadeia. Ciechienovisk também é suspeito de ter assaltado recentemente uma joalheria no Shopping Catuaí, em Londrina.

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