Palestra, Grécia, 15 (AE-AP) - A polícia atacou o ônibus que estava em poder de um sequestrador albanês e o matou. Os cinco reféns não foram feridos. O drama, que durou dois dias, fez crescer o furor contra imigrantes por toda a Grécia.
O desfecho deve atenuar as pressões sobre o governo, que tem sido criticado pela incompetência da polícia e temores públicos com aumento do crime, atribuído aos imigrantes ilegais.
Mas pode levar também a pedidos por maior repressão aos milhares de estrangeiros, a maior parte albaneses, vivendo e trabalhando ilegalmente na Grécia. Blitze recentes têm sido denunciadas por grupos de direitos humanos e o sequestrador do ônibus alegou que foi vítima de abusos da polícia.
"Nós podemos enfrentar o desafio oriundo da onda de imigrantes que deixaram seus países por motivos econômicos. Nós podemos garantir a segurança dos cidadãos gregos porque a segurança deles é um bem muito importante e é nossa preocupação", disse o premier Costas Simitis.
O ataque ao ônibus ocorreu apenas 30 minutos depois que o sequestrador, armado com duas granadas, liberou dois reféns.
Segundo oficiais da polícia, que não quiseram se identificar, um policial subiu no ônibus pela porta de trás enquanto o sequestrador cochilava. O policial dominou-o e pegou a granada. Neste momento o motorista do ônibus abriu a porta da frente, por onde o policial arremessou a granada antes que ela explodisse. Então um policial das forças especiais atirou no sequestrador.
O albanês havia sequestrado o ônibus na quarta-feira e aparentemente tentava atravessar a fronteira com a Albânia. Mas o ônibus foi detido e rodeado por atiradores numa estrada a 10 quilômetros da cidade de Florina. Houve tentativa de negociação e um grupo, incluindo psicólogos e um diplomata albanês, esteve em contato com o sequestrador, que pedia 250 milhões de dracmas (US$ 781.000) e duas armas automáticas. Logo depois de dominar o ônibus, o sequestrador soltou 45 reféns.
"Minha vida acabou", disse ele a uma rede de televisão local que lhe telefonou em um celular de um dos reféns.
Muitos gregos culpam os imigrantes, especialmente albaneses, pela escalada do crime, embora estatísticas da polícia mostrem que a maior parte dos crimes é cometida por gregos.

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