Goiânia, 02 (AE) - Seis agentes carcerários eram mantidos como reféns até as 18 horas de hoje por presos rebelados na Casa de Prisão Provisória de Goiânia. O líder do motim é Osmar Martins, um dos sequestradores do compositor Wellington de Camargo, irmão da dupla de cantores sertanejos Zezé di Camargo e Luciano. Depois de 24 horas de expectativa e sem nenhuma pauta de reinvindicações apresentada pelos rebelados
o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública descobriu que o objetivo dos presos é fugir do presídio. As exigências incluem dez carros, armas pesadas, R$ 50 mil em dinheiro e a permanência dos reféns em poder dos bandidos.
A pauta de exigências foi considerada inadmissível pelo secretário de Segurança Pública, Demóstenes Xavier Torres, que prefere negociar com o sequestrador. "Nosso primeiro objetivo é libertar os reféns com vida", afirmou. Para o coronel Efigêncio
chefe do Comando de Policiamento Metropolitano, a possibilidade de invadir o presídio não pode ser descartada. "Pode existir essa possiblidade", admitiu.
No fim da tarde de hoje, o secretário de Segurança Pública permanecia reunido com uma comissão dos presos rebelados
mas nenhuma pauta oficial de reivindicações foi apresentada.
Entre os reféns estão seis agentes carcerários. Cinco deles são mulheres: Kenesi Raquel da Silva, Ana Carolina Silva Ribeiro, Núbia Mara Martins Marques, Edilamar Fernandes Parreira e Fátima Jesus Santos. O único homem entre os reféns é Wilson Santana da Silva.
O motim começou por volta das 18 horas de ontem, quando os presos do pavilhão 3 prenderam os reféns e tomaram o prédio. O movimento dos presos ocorre menos de um mês depois da última rebelião, que durou 20 horas. Duas professoras e dois agentes carcerários foram mantidos reféns naquela ocasião.

mockup