As sequelas do traumatismo craniano são, geralmente, proporcionais ao trauma. Ou seja: quanto mais forte for a agressão, maiores serão as chances de complicações. Acidentes que envolvem velocidade, como batidas de carro e quedas de patins e skates, por exemplo, também podem ser graves. ''Nestes casos, o cérebro tem a agressão localizada contra ele e, por causa da velocidade, também fica meio que ''boiando'' no crânio'', explica o neurocirurgião Eduardo Vellutini, de São Paulo.
Mas não há necessariamente uma relação entre ponto de impacto e o ponto onde vai se formar a complicação. ''Às vezes você bate atrás e a lesão é na frente, por contragolpe'', ressalta o neurocirurgião Breno Ferraz, de Londrina. ''Sequela é complicado de se discutir, porque às vezes o cara sai andando, mas não consegue mais trabalhar, porque perdeu o critério de memória, por exemplo. Muitas das sequelas só se vai descobrir com o passar do tempo'', completa.
Importante é, no caso de uma lesão grave, levar o acidentado ao pronto-atendimento o mais rápido possível. ''Trinta minutos podem ser decisivos para que a pessoa tenha mais chances de se recuperar do baque'', aconselha Vellutini.
Para evitar o traumatismo craniano valem medidas de segurança como o uso de capacete ao andar de moto ou bicicleta, o cinto de segurança no automóvel e evitar procedimentos de risco. ''É muito legal pular de bung jump, mas não é uma coisa razoável. Uma das coisas que mais se percebe é o acidente por falta de bom senso, por exemplo o idoso que sobe no telhado para consertar a calha depois da chuva, escorrega e cai lá de cima, ou o sujeito que acha que não precisa do cinto se vai só até a esquina de carro. Balanço tem que ter na escola? Tem. Faz parte da infância'', afirma Ferraz. (C.P. com Agência Estado)

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