Sepultamento de d. Albano será na cripta da Catedral
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2017
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

O arcebispo emérito de Londrina, d. Albano Bortoletto Cavallin, será sepultado nesta sexta-feira (3), às 11h30, na cripta da Catedral Metropolitana de Londrina. O religioso morreu no dia 1º de fevereiro, aos 86 anos, ao ser submetido a cirurgia de angioplastia. Em Londrina há 25 anos, d. Albano recebeu muitas homenagens durante todo o dia de quinta (2) na Catedral, onde ocorre o velório. Padres de várias paróquias se revezaram na celebração das missas em homenagem ao bispo que, apesar de ter nascido na Lapa (Região Metropolitana de Curitiba), escolheu ser sepultado em Londrina, onde foi líder da Igreja Católica de 1992 a 2005.
O corpo do religioso chegou às 6 horas da manhã e, desde então, a movimentação de fiéis foi grande. Nesta sexta, às 10 horas, religiosos se reúnem para a última celebração eucarística. Em seguida, o corpo será levado para a cripta da igreja, onde ocorre o sepultamento. "Vamos organizar uma passagem para que os fiéis possam se despedir", adiantou o padre Joel Medeiros.
Dom Albano será o primeiro religioso a ocupar a cripta, que foi construída há três anos. O primeiro arcebispo de Londrina, d. Geraldo Fernandes, foi sepultado perto do altar da Catedral. Padre Joel lembrou que d. Albano morreu no mês que a arquidiocese completa 60 anos. "Dom Geraldo faleceu quando Londrina completou 60 anos", comparou, lembrando que ambos tiveram problemas cardíacos. "Outra coincidência é que nosso padroeiro é o Sagrado Coração de Jesus", destacou.
A gerente de loja Juliana Aparecida de Oliveira esteve nesta quinta na Catedral para prestar as últimas homenagens ao bispo. "Cresci na Igreja Católica e sempre acompanhei a trajetória de d. Albano", contou ela, que atuou muitos anos como catequista e conviveu com o religioso nas festividades da Igreja. "Era uma pessoa carismática, amável, que gostava de ensinar as pessoas e estava sempre disponível, um verdadeiro pastor", emocionou-se.
O técnico em agropecuária José Aparecido Rocha também participou de uma missa em companhia da esposa Cléa Motta Rocha e dos filhos João Gabriel, de 9 anos, e João Pedro, de 8. "Gostávamos muito de ouvir d. Albano na Rádio Alvorada, que ele chamava de catedral no ar. Aprendemos muito sobre bondade e simplicidade, ele foi uma grande inspiração", contou.
Pouco antes de falecer, d. Albano pediu para que não fossem enviadas coroas de flores ao velório, mas que o dinheiro fosse doado para obras da fraternidade Toca de Assis, que ele sempre apoiou. Durante as homenagens, muitos fiéis depositaram doações em urnas colocadas na igreja, mas também não faltaram coroas enviadas principalmente pelas paróquias.
Membros da fraternidade acompanharam o velório bastante emocionados. "Dom Albano tinha um carinho muito grande pela Toca de Assis. Todas as sextas-feiras fazíamos um retiro na casa dele, que nos chamava de toqueiros", relembra o aspirante Alan Fernandes. O pedido das doações, para ele, foi mais um dos inúmeros gestos de amor e caridade tão inerentes à trajetória do bispo. "Ele sempre celebrava a missa na nossa comunidade, era muito cuidadoso com a população mais pobre. Foi uma notícia triste, mas temos a certeza que ele agora está no Reino dos Céus", disse.
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