Sentença sobre caso do cão Falcão sai em três meses
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Dentro de três meses sairá a sentença sobre o caso do cachorro Falcão, que teve as patas traseiras decepadas de forma brutal, em outubro de 2006, por ter comido uma galinha do vizinho. O crime teve uma segunda audiência pública, ontem, no Fórum Criminal de Bocaíuva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Na primeira audiência, que seria conciliatória, em dezembro de 2006, o acusado pelos maus-tratos não compareceu.
Segundo a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), que denunciou a violência contra o vira-lata, o réu e as suas testemunhas afirmaram que os ferimentos foram feitos por outros cachorros. ''Os depoimentos foram contraditórios, sabemos que não foram mordidas de cães. Três laudos médicos, feitos por veterinários da sociedade e da PUC-PR, confirmaram que ele foi mutilado por um objeto cortante'' relatou a vice-presidente da SPAC, Soraya Simon.
''A primeira dona do Falcão também mudou seu testemunho, acredito que provavelmente porque estava coagida. Até porque ela falou que não faria a denúncia e fomos nós que fizemos, na época. Foi revoltante ouvir toda a história'', contou.
Segundo Soraya Simon, logo após o episódio de violência, Falcão, de cinco anos, foi adotado e recebeu tratamento adequado. ''Ele é um cachorro deficiente, só tem as duas patas da frente e tem limitações'', informou ela, dizendo que violência contra animais é uma prática comum, mas raramente o agressor é identificado. A organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) enviou uma carta ao promotor, pedindo atenção a severidade do ato e pontuando, que nos EUA, as autoridades encaram a tortura a animais como indicativo de periculosidade.


