Senge cobra medidas de segurança para transporte ferroviário
Érika Wandembruk
Especial para a Folha
De Curitiba
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) está aguardando uma resposta do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, sobre a carta encaminhada pela entidade na semana passada pedindo uma cópia do contrato de concessão de ferrovia firmado em 98 com a América Latina Logística do Brasil (ALL). A empresa é responsável pelo sistema ferroviário na região Sul do País e no Estado de São Paulo.
No documento, o sindicato alerta sobre frequentes colisões e descarrilamentos de trens, além de falta de manutenção nas estradas de ferro. O último acidente aconteceu em Piraí do Sul, região dos Campos Gerais (PR), onde cinco vagões da ALL descarrilaram e provocaram o vazamento de álcool e um incêndio. A ALL foi procurada pela Folha, mas preferiu não se pronunciar sobre as informações contidas na carta.
Queremos que o ministro tome algumas providências. Depois que a malha ferroviária foi privatizada, o governo deixou de fiscalizá-la, o que provocou uma crise no sistema ferroviário, diz o gerente-financeiro do Senge, Rasca Rodrigues. Segundo ele, a falta de manutenção nas ferrovias é a maior causadora de acidentes. Há trechos em que o mato está avançado nos trilhos, dificultando a visibilidade por parte do maquinista e causando colisões em cruzamentos.
Eles também querem conselho de usuários e administrativo, perícia técnica independente, contratação de engenheiros e popularização do transporte ferroviário de cargas no País.





