Sendero simula rendição e mata cinco oficias peruanos
Lima, 9 (AE-ANSA) - Apesar de o presidente peruano, Alberto Fujimori, ter anunciado, há três meses, a dissolução da guerrilha maoísta Sendero Luminoso, rebeldes do grupo infligiram há uma semana um duro golpe ao Exército governamental. Pelo menos cinco oficiais de alta graduação do Exército foram mortos pelos senderistas depois de terem sido atraídos e emboscados pelos guerrilheiros na selva com a promessa de negociar a rendição do grupo, segundo versão do jornal peruano La República.
Desde 1992, quando o fundador da guerrilha, Abimael Guzmán, foi capturado, o Sendero não assassinava um número tão grande de oficiais militares.
A operação dos rebeldes foi espetacular, de acordo com o jornal. Depois de ter descoberto a frequência de rádio pela qual se comunicava o alto comando da guerrilha, o Serviço de Inteligência Nacional (SIN) entrou em contato com os líderes senderistas Camarada Coco e Camarada Alípio para oferecer garantias, caso eles entregassem as armas.
Deixando transparecer interesse pela oferta, os guerrilheiros pediram inicialmente que os militares enviassem à remota região de Yanco uma carga de alimentos e medicamentos. Depois de verem cumprida a primeira exigência, os senderistas pediram um novo encontro, durante o qual efetivariam a rendição de um primeiro grupo de combatentes. Reivindicaram, como garantia adicional, a presença de pelo menos um oficial de alta graduação.
Mas quando o helicóptero MI-17, de fabricação russa, que transportava o contingente militar começou a descer numa clareira na selva em Yanco, os senderistas detonaram uma grande quantidade de explosivos e passaram a atirar maciçamente contra a máquina.
Na quinta-feira à noite, sem dar detalhes sobre a emboscada, Fujimori confirmou a morte dos militares nas mãos dos guerrilheiros, mas desmentiu veementemente que eles negociavam com os senderistas. De acordo com a versão oficial, os oficiais mortos integravam as tropas que há vários meses empreendem uma forte caçada aos rebeldes na região. Essa operação do Exército é a continuação da que capturou recentemente o sucessor de Guzmán no comando do Sendero, Oscar Ramírez Durán, o Camarada Feliciano.





