Araras, SP, 25 (AE) - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a prefeitura de Araras, a 160 quilômetros de São Paulo, decidiram ampliar os serviços do Centro de Treinamento de Araras para atender cerca de 5 mil desempregados na região. A parceria com a administração municipal prevê a construção de um canteiro-escola, de 600 metros quadrados, especialmente destinado ao treinamento da mão-de-obra local. Segundo a Assessoria de Imprensa do Senai, 21% da força de trabalho na cidade, que tem 110 mil habitantes, trabalhavam nas usinas de cana-de-açúcar da região e, com a mecanização dos processos, ficaram sem emprego nas lavouras.
A apresentação das novas atividades será feita amanhã (26) pelo prefeito Warley Colombini (PSDB) e pelo presidente do Conselho Regional do Senai, Max Schrape. O centro, que vinha sendo administrado pela Escola do Senai Luis Varga, de Limeira (SP), ganhará autonomia e passará a estender os serviços para Pirassununga, Leme e Conchal (SP).
Atualmente, a unidade atende a 640 alunos nos cursos de mecânica e eletrônica. Os treinamentos para desempregados serão gratuitos e incluem cursos de pedreiros assentador e azulejista, encanador, eletricista residencial e reparador de eletrodomésticos. Os novos cursos terão duração de um ano, com as aulas tendo início em fevereiro. Com a ampliação das instalações, a capacidade de atendimento do centro passará para 900 alunos durante o ano.
Esse é o segundo projeto da prefeitura para tentar conter o desemprego na cidade. No início do ano, a administração municipal anunciou o programa Cidade Limpa que, em parceria com as associações de bairro, vem abrindo frentes de trabalho no setor de limpeza pública. A prefeitura participa com a verba para os salários dos trabalhadores e as associações se encarregam de selecionar os candidatos, que desempenham a função nos próprios bairros onde residem.
Desde o início do programa, foram contratados 102 trabalhadores, selecionados por seis associações de bairro. A meta do prefeito, porém, é empregar 350 desempregados até o fim do ano. A seleção, feita com apoio da Secretaria Municipal de Promoção Social, privilegia quem tem situação sócioeconômica mais difícil. Cada trabalhador recebe 130 reais mensais.
Os trabalhadores são contratados pelas associações e não têm nenhum vínculo com a prefeitura. Para se candidatar a uma vaga, o desempregado deve comprovar que reside no bairro onde está situada a associação de moradores. Os resultados, segundo o prefeito, estão superando as expectativas. "Além de conter o desemprego e manter a cidade limpa, o programa está fortalecendo os laços entre os moradores dos bairro atendidos", diz.

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