Senadores transferem problema do BB para o Executivo
Brasília, 24 (AE) - Os senadores decidiram transferir para o Executivo a solução para o problema do Banco do Brasil com os R$ 5 bilhões em títulos resultantes de precatórios do município de São Paulo. Eles também se comprometeram a aprovar algum ato legal que seja exigido para solução que vier a ser apresentada pela equipe econômica. Este foi o resultado da reunião encerrada há pouco entre o presidente do BB, Andrea Calabi e os senadores José Fogaça, José Eduardo Dutra, Eduardo Suplicy, Roberto Freire e Jáder Barbalho.
Segundo Freire, os senadores decidiram que uma eventual resolução que venha a ser aprovada pelo Senado não modificará a decisão tomada na última terça-feira, exigindo que o pagamento dos títulos emitidos irregularmente para quitação de precatórios judiciais será feito mediante depósito judicial. "Nós, Legislativo e Executivo, vamos ter que resolver o problema do Banco do Brasil, pois ele é um agente público, mas sem mudar nossa decisão anterior", afirmou Freire. Segundo ele, a decisão do Senado "foi uma demonstração de que a coisa é séria, ao contrário do que disseram até em editoriais de que estávamos prevaricando".
O senador José Eduardo Dutra, autor da emenda que incluiu os títulos paulistanos nessa regra, que acabou impedido que o Banco do Brasil venha a receber os R$ 5 bilhões na data do vencimento, disse que os papéis estão na carteira do banco, por decisão do próprio governo federal. Segundo ele, esses papéis eram do Banespa e foram transferidos ao Banco do Brasil após a federalização daquele banco estadual. Dutra disse que a solução necessitará de muitas reuniões e confirmou que há consenso político no Senado para que seja tomada alguma deliberação parlamentar, se necessário, que ampare a solução encontrada pelo governo.
O presidente do Banco do Brasil, Andrea Calabi, disse que irá discutir com o governo uma solução e que o não resgate desses papéis não causa problema de caixa ou de liquidez para a instituição. Mas lembrou que se o credor não paga, ele tem que provisionar o valor do balanço.





