Senadores rejeitam nova CPI dos Precatórios
Senadores rejeitam nova CPI dos Precatórios13/Mar, 19:16 Por Rosa Costa e Tânia Monteiro Brasília, 13 (AE) - Senadores de todos os partidos rejeitaram hoje da proposta de criar uma nova CPI dos Precatórios para investigar desvios de títulos públicos emitidos pela prefeitura de São Paulo para pagar precatórios. Segundo eles, a situação provocada pelas denúncias da primeira-dama de São Paulo, Nicéa Pitta, torna imprescindível que o Ministério Público dê um andamento mais rápido às providências requeridas pela CPI concluída pelo Senado em 1988. Para o senador Bernardo Cabral (PFL-AM), que presidiu a comissão, as investigações foram amplas e completas, sem deixar nenhuma lacuna que justifique uma nova CPI. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou que, com base nessas apurações, Paulo Maluf e Celso Pitta foram condenados em primeira instância. "É preciso agora saber por que a Justiça não deu andamento ao processo." A CPI iniciada em 1997 durou cerca de sete meses. No discurso que fará amanhã (14) em plenário, o relator Roberto Requião (PMDB-PR) vai dizer que criar uma nova comissão agora "é uma manobra diversionista e protelatória". Requião convidou o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), e o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), ambos defensores de uma nova CPI, para assistir a seu pronunciamento. Na opinião de Requião, a CPI dos Precatórios "foi uma das mais duras do parlamento brasileiro". "Suas conclusões foram claras." O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), citado nas denúncias de Nicéa Pitta, disse que qualquer CPI pedida agora terá o seu apoio. ACM disse não saber se uma nova investigação conseguirá apresentar fatos. "O que está se passando é uma vergonha para o Brasil e para São Paulo", disse. O senador voltou a criticar Celso Pitta. "Ele não é um bom prefeito", argumentou. "E quando o sujeito não é um bom prefeito e tem uma esposa desastrada, insana, o resultado não pode ser bom de jeito nenhum." Ética - A líder do bloco da oposição no Senado, senadora Heloísa Helena (PT-AL), reúne amanhã (14) a bancada para analisar a possibilidade de entrar com uma representação no Conselho de Ética contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "É inadmissível que o presidente do Senado chame uma mulher de prostituta", alegou. Para a senadora, ACM deveria se limitar a mostrar sua indignação diante das acusações, mas sem usar termos inaceitáveis ao cargo que ocupa. O presidente da Câmara, Michel Temer, defendeu ACM. Segundo ele, as acusações de Nicéa "acabaram alcançando gente que não tem nada a ver com a questão".





