Brasília, 09 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, foram hoje convocados pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) para prestar esclarecimentos sobre os termos da revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O autor do requerimento de convocação, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), também quer saber sobre o impacto das novas metas estabelecidas com o FMI na economia brasileira.
Suplicy argumentou que a implementação da política econômica definida com o Fundo "terá significado crucial para o desenvolvimento do País".
O comparecimento de Malan e de Fraga não tem data e vai depender da agenda de cada um deles. Pouco poderão fazer os senadores, se eles alegarem, por exemplo, que só poderão atender à convocação daqui a um mês.
O líder do governo, senador Romeu Tuma (PFL-SP), foi surpreendido pela aprovação do requerimento que não constava na pauta da CAE. Para ele, a presença do ministro e do presidente do BC nada acrescentará nada às informações que tem sido transmitidas pela equipe econômica sobre o acordo com o FMI. Tuma informou que o presidente da comissão, senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), foi encarregado de preparar o cronograma de comparecimento para atender às convocações e convites aprovados na sessão de hoje.
"Convidaram a República inteira", afirmou o líder, ao lembrar que foram aprovados cinco requerimentos, dois deles convidando mais de 20 pessoas para falar de assuntos variados, como a política fundiária do País e os preparativos para enfrentar o bug do milênio.
À tarde, em plenário, Suplicy lembrou que o ministro Malan está de viagem marcada para explicar no exterior as regras do acordo a investidores estrangeiros. Ele argumentou que o ministro faria melhor se primeiro atendesse aos senadores.
Suplicy pediu a intermediação do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), para apressar a ida à CAE de Malan e de Fraga, mas ACM não se comprometeu em atender ao pedido.

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