Brasília, 25 (AE) - O senador Carlos Wilson (PSDB-PE) vai requerer à Mesa Diretora da Casa que informe o nome de seus colegas que contrataram filhos, mulheres ou outras pessoas da família. Segundo ele, a medida vai impedir que "todos continuem pagando por um crime que não cometeram". Ele calculou que o total de senadores com parentes contratados pela Casa não chega a 20% do total de 81.
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que não dispõe de meios para impedir os senadores de contratarem seus parentes. Segundo ele, seria necessário mudar as resoluções que estão em vigor para tornar a medida ilegal. Já com relação aos servidores, ele prometeu agir para impedir a repetição de fatos como o que teve como protogonista o seu secretário-geral, Raimundo Carreiro. "Se nepotismo de senador não é desejável, quanto mais a de funcionário", afirmou.
Carreiro mantém a mulher Maria José, aposentada do Tribunal de Contas da União (TCU), e a filha Juliana, 19 anos, empregadas em cargos comissionados. ACM reclamou, mas se limitou a pedir ao secretário que convencesse sua filha a se demitir. Para o ato ser concretizado, terá que estar publicado no Diário do Senado. Já a mulher do diretor-geral, Agaciel Maia, Sânzia Erinalva Maia
do quadro do Senado, pediu dispensa da função comissionada que vinha exercendo no gabinete de Raimundo Carreiro. A decisão não teve o apoio da mulher de Carreiro a fazer o mesmo e ela continuará ocupando o cargo de assessora do diretor-geral.

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