O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), vai defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no Poder Judiciário. ACM alega que ‘‘a Justiça não pode continuar impune com os crimes que pratica’’. Ele disse ter elementos suficientes para propor a comissão, mas que vai continuar ‘‘coletando dados’’.
‘‘Faremos uma coisa construtiva’’, afirmou. ‘‘Vamos examinar o Judiciário, exceto o Supremo, e sua atuação para ver se corrige falhas.’’ Ele descartou a possibilidade de a iniciativa resultar no choque entre os Poderes Legislativo e Judiciário, lembrando que o Congresso fez uma CPI contra o presidente da República. ACM disse esperar que a comissão venha a ser composta por parlamentares que conheçam bem o Judiciário, de preferência advogados. Serão chamados a prestar depoimentos pessoas que conheçam igualmente aquele Poder ‘‘que hoje está falhando na República’’.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, e o vice-presidente, Carlos Velloso, condenaram ontem a iniciativa dos juízes federais de fazer hoje greve com reivindicação salarial. Mello considerou a paralisação um ‘‘fato da maior gravidade, especialmente em virtude das sérias implicações jurídicas e sociais que derivarão desse gesto de desprezo inconsequente pelos direitos dos cidadãos’’.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Reginaldo de Castro, divulgou nota criticando a paralisação, mas oferecendo apoio às manifestações convocadas pelos magistrados pela imediata fixação do teto salarial para garantir aumentos em cascata no Judiciário. ‘‘A OAB apóia a reivindicação da magistratura por um teto salarial do funcionalismo em R$ 12.720, mas vê com muita preocupação a possibilidade de uma paralisação que só penalizaria os usuários da Justiça.’’Arquivo FolhaAcusaçãoAntônio Carlos Magalhães: ‘‘A Justiça não pode continuar impune com os crimes que pratica’’Agência Estado
e Agência Folha

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