Brasília, 26 (AE) - O senador petista Lauro Campos, do Distrito federal, fez há um pouco um duro ataque pessoal ao presidente indicado do Banco Central, Armínio Fraga. Campos disse que a Fraga tem três cidadanias: a brasileira, a americana e a do dinheiro. "A sua pátria é o dinheiro, é onde está o dinheiro", afirmou o senador, lembrando provérbio que diz que "onde está o dinheiro, aí está a pátria". Lauro Campos afirmou também que existem três correntes sobre Armínio Fraga circulando no País: que ele seria um vampiro em banco de sangue, uma raposa tomando conta do galinheiro e um cachorro amarrado a uma linguiça. O senador afirmou ainda que "os interesses internacionais é que são protegidos pela ação do Banco Central". Campos não poupou ataques ao ex-patrão de Fraga, o megainvestidor George Soros. Disse que Soros fez ataques especulativos contra várias moedas pelo mundo afora e que é um "megalomaníaco", porque chegou a afirmar que poupou a moeda da França porque é muito simpático àquele País. Campos criticou a ética de Soros e livros escritos pelo investidor. Atacou, sem poupar palavras, o presidente indicado do BC, que se manteve impassível o tempo todo. Debochado, Lauro Campos disse: "Nós sabemos que a máfia tem a sua ética. Dentro da ética especulativa, o senhor é impecável". O senador afirmou que a especulação de Soros destrói vidas, abalas as sociedades e retira seus alicerces. Fraga disse apenas que não teceria comentários sobre as palavras de Lauro Campos, limitando-se a afirmar que todos tem o direito a ter opiniões. Fraga respondeu à única pergunta que Campos fez, sobre se ele ainda seria sócio do Fundo Quantum, de Soros. Fraga disse que não é acionista, mas que tinha investimentos no Fundoj Quantum e que foram todos vendidos no dia em que deixou o emprego. "Me desliguei das instituições, e agora estou aqui para trabalhar pelo Brasil".

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